quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Alimentação complementar


A alimentação complementar sempre gera muitas dúvidas, principalmente para as mamães de primeira viagem. Como já foi dito anteriormente o leite materno deve ser exclusivo até os seis mese de idade. A partir dos seis meses somente o leite materno não é mais suficiente para suprir todas as necessidades nutricionais do bebê e nessa fase o organismo da criança já está preparado para receber novos alimentos, que são chamados de alimentos complementares.

Aproveite essa fase em que o paladar da criança está em formação para criar hábitos saudaveis, sempre que possivel escolha alimentos diferentes para o prepraro das papinhas, variando o tipo, o sabor e a cor do alimento. A alimentação complementar deve ser diversificada e variada, fornecendo toda a energia e os nutrientes necessários para suportar o crescimento e o desenvovimento da criança, sempre que possivel acompanhado do leite materno que continua sendo essencial e muito importante para o desenvolvimento da criança. 

A medida que o bebê vai crescendo suas necessidades nutricionais também vão aumentando. Meu caçula por exemplo, está com oito meses, nessa fase a consistência das papinhas já pode ser mais grossa e com pedaços, em breve ele já estará participando da rotina da familia, que começa por volta de um ano de idade.

Mas para isso é preciso tomar alguns cuidados, os alimentos devem ser oferecidos isolados para que ele se adapte ao sabor, textura e também para identificar possiveis reações alérgicas.

Alguns alimentos como: doces, chocolate, balas, achocolatado, salgadinhos e bolachas recheadas, devem ser evitados principalmente antes dos dois anos de idade, esses alimentos são ricos em açúcar, gordura e corantes que além de contribuirem para o excesso de peso, não trazem nenhum beneficio a seu filho pelo contrário são calorias vazias e fazem mal a saúde. 

Respeite o limite de seu filho, o bebê geralamente vai demonstrando sinais de satisfação ao decorrer das refeições, alguns sinais como virar a cabeça afastando-se da colher, distrair-se facilmente, começar a comer devagar, são indicios de que ele já está satisfeito.

Abaixo segue um modelo de cardápio para os bebês de seis, oito e doze meses e receitinhas do nosso parceiro o chef Renan Souza.

Nos próximos posts falarei sobre alergia alimentar, espero que tenham gostado, até o próximo post.

Exemplo de cardapio para bebê de 6 meses:

café da manhã - leite materno
colação - fruta amassada
almoço - papa salgada
jantar e ceia - leite materno

Exemplo de cardapio para bebê de 8 meses:


café da manhã - leite materno ou fórmula infantil
colação - fruta amassada
almoço - papa salgada
lanche da tarde - fruta amassada
jantar - papa salgada
ceia - leite materno ou fórmula infantil

Exemplo de cardapio para bebê de 12 meses:


café da manhã - leite materno ou fórmula infantil + pão + fruta
colação - fruta 
almoço - refeição básica da familia
lanche da tarde - leite materno ou fórmula infantil + fruta
jantar - refeição básica da familia 
ceia - leite materno ou fórmula infantil

OBS: os horarrio das refeições não precisam ser rigidos, a rotina vai depender muito do bebê e da familia.


Papinha de Abóbora com Brócolis e Frango Desfiado.

Ingredientes:

1 colher de café de azeite extra virgem
½ dente de alho
1/2 peito de frango desfiado
1 xícara de chá de abóbora japonesa picada com casca
1 xícara de chá de brócolis picado
Q.b. de água filtrada
q.b. de coentro ou Salsinha picados
Q.B. de sal marinho
1 colher de sopa de farinha de quinua, farelo de aveia ou amaranto

Modo de preparo:

Em uma panela coloque o azeite o alho e refogue rapidamente com o frango, adicione a abóbora com os brócolis e refogue por 5 min. Adicione a água aos poucos cobrindo os legumes e deixe cozinhar até que os legumes estejam bemmacios a ponto de conseguir processá-los no mixer ou liquidificador. Processar esse cozido e adicionar o sal, coentro ou salsinha, e a colher da farinha de quinua, aveia ou amaranto e processar novamente somente para homogeneizar todos ingredientes.

Dica:

Se seu bebe está aceitando novas texturas, deixe para adicionar o frango desfiado e os brócolis picado por último após a abóbora estar processada.


 Polenta cremosa com raguzinho de carne desfiada e legumes

Para polenta:

1 colher de café de azeite extra virgem
½ dente de alho picado
1 xícara de chá fubá
2 xícaras de chá de água filtrada
uma pitada de sal marinho
orégano a gosto

Em uma panela coloque o azeite e o alho refogue rapidamente e adicione á agua, fubá, sal e cozinhe mexendo sem parar por vinte minutos. Coloque em um refratário de vidro e reserve. 

Para o ragu:

1 colher de café de azeite extra virgem
1 dente de alho picado
1 xícara de chá de tomate italiano orgânico picado
½ cebola roxa picada
¼ de xícara de chá de salsão picado
1 colher de sopa de biomassa de banana verde
¼ de beterraba ralada
¼ de cenoura ralada
manjericão picado a gosto
pitada de de Sal marinho
½ xícara de chá músculo já cozido e desfiado

Em uma panela refogue o azeite com o alho, tomate, cebola e salsão até que todos ingredientes estejam macios. Adicione a biomassa, beterraba, cenoura, manjericão e sal e deixe cozinhar por mais 10 minutos e processe. Após processado adicionar o musculo e deixar cozinhar até o ragu reduzir em consistência “pastosa/cremosa”.

Dispor o ragu em cima da polenta previamente pronta e servir.

- O músculo pode ser substituído por outra carne magra de sua preferência como o lagarto
- A cenoura pode ser colocada ao final juntamente com a carne para variar texturas
- Salpique por cima o óregano

 Papinha de Batata Doce com Morango (Sobremesa)

Ingredientes:

1 xícara de chá batata doce cozida
2 un de morango
1 colher de chá de aveia

Modo de preparo:

Em um recipiente adicione a batata doce (quente) com os morangos e a aveia. Processe tudo deixe esfriar e sirva.

Dicas:

Substitua morango por damascos hidratados, manga, banana, goiaba, ameixa, pêssegos, nectarinas, maçã e peras.

  

Renan O. Souza
Graduado em Gastronomia pelo Centro Universitário SENAC, Pós-Graduado em Administração de Empresas na Fundação Getúlio Vargas e cursando Pós-Graduação em Gastronomia Funcional pela FAMESP, desenvolveusua carreira em empresas do ramo gastronômico como restaurantes, hospitais trabalhando com gastronomia hospitalar e eventos corporativos. Possui experiência Internacional em Montreal no Canadá trabalhando no restaurante Robinsdes Bois. Hoje em dia desenvolve cardápios personalizados, consultorias, personal chef e eventos petit comitês na empresa RG Gastronomia.



Ana Paula Marques
Nutricionista e autora do blog
CRN: 45619/P






sábado, 5 de setembro de 2015

O que levar na marmita parte 2



Montar sua marmita pode se tornar bem divertido. Segue abaixo algumas opções que uso no meu dia a dia e que também passo para meus clientes.  São combinações que sempre dão certo.
Siga sempre a ordem: Legumes e Verduras + Carboidrato+ Proteína Animal + Proteína Vegetal + Fruta (para sua sobremesa).



Partindo dessa “regrinha”, tente variar as proteínas (carne vermelha, peixe, frango e ovos) e o restante que vai acompanhar sua refeição.  É importante você não fazer disso uma obrigação e sim um momento de “descontração”, assim as coisas vão fluir naturalmente e se tornarem mais prazerosas. Segue abaixo um plano semanal, as ramificações de uma preparação simples para você fazer a semana toda e uma receita de um bolo ótimo para seu café da amanhã e/ou lanches intermediários.

Segunda feira:

Salada: Alface americana com beterraba e cenoura raladaPrato principal (PP): Arroz Integral + Carne Moida + Abóbora e vagem refogada
Sobremesa:  1 fatia de abacaxi

A carne moída e o arroz podem ser preparados na noite anterior. Deixe as verduras lavadas e higienizadas.

Terça feira:

Salada: Rúcula com tomate e pepino
PP: Escondidinho de Abóbora com Carne Moida
Sobremesa: Maçã

Aproveite a carne moida feita na segunda e a abóbora e faça um escondidinho.

Quarta feira:

Salada: Alface Americana + alface roxa + acelga
PP: Arroz Integral com Lentilha + Filé de Frango Acebolado + Brocolis no Vapor
Sobremesa:Manga

Separe um pouco da lentilha que será misturada no arroz para ela ser sua salada na quinta.

Quinta feira: 

Salada:
Lentilha com Nozes Milho e Ervilha
PP: Macarrão Integral ao alho e  azeite com Frango em Tiras e Legumes (Cenoura/Beterraba/Brocolis)
Sobremesa: Tangerina

A lentilha utilizada juntamente no arroz da quarta-feira se transforma na sua salada de hoje, basta
acrescentar milho e ervilha ou qualquer outro legume com alguma oleaginosa

Sexta feira:

Salada:
Palmito, Tomate Cereja e Manjericão.
PP: Arroz Integral com Ervas + Filé de peixe assado no azeite e Limão + Couve refogada
Sobremesa: Salada de Frutas


Aproveite esse dia e coloque gergelim em cima do seu peixe ao montar sua marmita.

* Em todos os dias você pode escolher uma oleaginosa ou semente e salpicar em cima da sua salada,
prato principal e/ou sobremesa. Com esse acrescimo você vai enriquecer nutricionalmente sua refeição.
* Opções de sementes e oleaginosas: Linhaça marron, Linhaça Dourada, Chia, Gergelim, Nozes,
Macadamia, Amendoa, Castanha de Caju, Castanha do Pará ou Pistache.
* Usem e abusem também de ervas frescas ou desidratadas usando uma por dia você terá uma variação
de aroma a e sabores incriveis.
* Tempere sempre com limão e azeie extra virgem sua salada
* Evite o consumo exagerado de sal e quando utlizar de preferência ao Sal Marinho ou do Himalaia.
OBS: As folhas, legumes e sobremesas podem alterar coforme sua preferência.


Bolo de Café sem Glúten e Sem Lactose

Ingredientes:

170g de Iogurte sem Lactose
2 Ovos
½ Xícara de Chá de óleo de Coco ou Manteiga Clarificada (Ghee)
1 colher de sobremesa de Café Solúvel
½ xícara de Açúcar Mascavo
1 ½ xícara de chá de farinha de Arroz Integral
1 Colher de Sobremesa de Fermento em pó.

Modo de Preparo:
Antes de iniciar o preparo do bolo, ligue o forno a 180ºC e deixe pré-aquecendo.
Coloque em um liquidificador todos os ingredientes, exceto a farinha e o fermento, e bata até que todos os ingredientes estejam bem homogêneos. Em um bowl coloque a farinha de arroz e adicione a mistura batida no liquidificar e mexa bem. Por último acrescente o fermento misture e porcione em uma forma untada com óleo de coco ou Ghee. Asse com o forno pré-aquecido por 40minutos.

*Essa massa pode ser porcionada em forminhas de CupCake.
*Pode ser adicionado canela ou cacau no lugar do café.
*Pode ser adicionado Nozes, castanhas ou Frutas secas.




Renan O. Souza
Graduado em Gastronomia pelo Centro Universitário SENAC, Pós-Graduado em Administração de Empresas na Fundação Getúlio Vargas e cursando Pós-Graduação em Gastronomia Funcional pela FAMESP, desenvolveusua carreira em empresas do ramo gastronômico como restaurantes, hospitais trabalhando com gastronomia hospitalar e eventos corporativos. Possui experiência Internacional em Montreal no Canadá trabalhando no restaurante Robinsdes Bois. Hoje em dia desenvolve cardápios personalizados, consultorias, personal chef e eventos petit comitês na empresa RG Gastronomia.



sexta-feira, 21 de agosto de 2015

O que levar na marmita

Atendendo a pedidos, falarei sobre um assunto que interessa a muitas pessoas, o que levar na marmita.

Minha irmã é professora e tem um horário bem corrido, muitas vezes não consegue parar para almoçar, acaba comendo lanches ou salgados, que não são nada saudáveis. Assim como ela, muitas pessoas passam por esse mesmo problema.

Na correria do dia a dia os restaurantes self-service são os mais procurados, com várias opções, inclusive algumas bem gordurosas e difíceis de resistir, montar um prato saudável fica bem dificil, além disso comer fora custa caro, muitas vezes o valor que as pessoas recebem, não é suficiente para o mês todo.

A marmita feita em casa é uma opção econômica e saudável, da para preparar uma refeição mais equilibrada e evitar as tentações. 

Mas sempre fica aquela dúvida, o que levar na marmita?

Algumas dicas são valiosas na hora de escolher o que levar para o trabalho. É importante escolher alimentos que tenham menor risco de azedar, molhos à base de leite, iogurte e maionese, por exemplo, costumam estragar facilmente com oscilações de temperatura, as frituras também devem ser evitadas, elas perdem caracteristicas e sabor ao serem requentadas, além de serem ricas em gorduras e prejudiciais a saúde, prefira preparações assadas ou cozidas, cuidado também com o tomate, ele deve ser evitado pois solta muita água.

Prefira carnes grelhadas, assadas ou cozidas. Sempre submeta à temperatura e ao tempo necessário para que se obtenha o total cozimento do alimento, garantindo assim o menor risco de contaminação. Evite ingredientes condimentados, que sejam acrescidos de bacon, linguiça e outros embutidos e com molhos cremosos. 

De preferência a alimentos mais frescos para minimizar os riscos de contaminação, não utilize alimentos que foram feitos a mais de dois dias. O ideal é que as marmitas sejam montadas com alimentos, preferencialmente na noite anterior.

Na hora de montar a marmita escolha um cardápio com a maior variedade possível, para que suas necessidades nutricionais sejam atendidas naquela refeição. Numa marmita saudável deve conter uma fonte de carboidrato para fornecer energia, (pode ser uma porção de arroz, tubérculo ou massa), um tipo de proteína (carne, frango, peixe ou ovo - mexido ou omelete),  uma porção de leguminosas (lentilhas, soja, feijão) e fontes de vitaminas e minerais, provenientes de legumes, verduras e frutas, (chuchu, cenoura, beringela, couve, acelga). Em um recipiente à parte monte uma salada com folhas cruas e legumes crus, leve o molho separado. Leve também uma fruta para sobremesa ou lanche da tarde.

Outra questão importante é a escolha do recipiente para a levar a marmita, os de vidro são os mais adequados para a conservação dos alimentos. Cuidado com as vasilhas plásticas, pois algumas não podem ser aquecidas.

A marmita não deve ficar restrita apenas às principais refeições. Leve também alimentos para os lanches intermediários, pois alimentar-se de três em três horas ajuda a manter o peso e faz bem à saúde. Opte por lanches simples como frutas, cereais, ou iogurte.

Durante a semana falaremos mais sobre o que levar na marmita, colocaremos também algumas receitas e sugestões para a montagem de sua marmita.

Espero que tenham gostado, até o próximo post!!

Ana Paula Marques
Nutricionista e autora do blog
CRN: 45619/P


Quando matricular meu filho num curso de inglês?

Sou professora de inglês desde 2007, formada em Letras e especialista em Docência da Língua Inglesa e estou aqui, convidada pela Ana Paula Marques, para partilhar algumas reflexões importantes quanto à educação dos filhos.

Ainda não sou mãe, mas pela minha formação e profissão, já cheguei a algumas conclusões quanto ao ensino de inglês para crianças e adolescentes. Abordar esse assunto de forma profunda requereria vários outros textos, focando uma vertente por vez, por isso, abordarei aqui algumas linhas gerais, de forma simples, as quais já podem dar uma luz para os pais que não possuem nenhuma informação sobre o assunto.

É possível aprender inglês de forma sistemática de algumas maneiras: com um professor particular, numa escola de idiomas, numa escola bilíngue ou nas aulas de inglês da escola regular.  Há também as maneiras não sistemáticas, como assistir programas de TV em inglês, ouvir músicas e jogar vídeo games. Aprender a língua nas aulas de inglês da escola regular é a maneira mais barata, mas também a menos eficiente. Nas escolas públicas, os alunos já possuem essa disciplina no sexto ano (antiga quinta série), mas são uma ou duas aulas por semana, como foco na leitura e interpretação de textos.

Essa é a mesma abordagem das escolas particulares. Contratar um professor particular sai mais barato que matricular a criança numa escola de idiomas. Além disso, há o conforto de escolher onde e com que frequência as aulas acontecerão. Estrutura e materiais diversificados para explorar as diferentes habilidades da criança tornam o aprendizado mais divertido e contribuem no desenvolvimento psicomotor da mesma, contudo, nem sempre o local onde o professor dá as aulas conta com isso.

Por haver interação somente entre o professor e a criança, a experiência pode acabar sendo desestimulante, pois a aprendizagem ocorre por meio da interação com os outros, sendo que, nesse caso, apenas haveria uma pessoa além da criança.As escolas de idiomas, por sua vez, possuem cursos, em geral, para pessoas a partir dos quatro anos de idade. O material didático é voltado não apenas para o aprendizado da língua inglesa, mas também para o desenvolvimento psicomotor e o de boas maneiras. Tenha em mente que quanto mais cedo você matricular seu filho numa escola de idiomas, mais tempo o curso vai durar e, consequentemente, mais dinheiro você vai gastar.

A criança que começa a estudar numa escola de idiomas bem cedo aprende muito mais vocabulário que aqueles que já entram no curso para adolescentes e adultos, em geral, oferecido para pessoas a partir dos doze de idade. Além disso, ela tem a pronúncia e a fluência mais acuradas. No entanto, como os cursos de idiomas não podem se antepor ao aprendizado da língua materna, ou seja, da língua que a criança fala no seu país de origem, a criança vai rever o mesmo assunto diversas vezes ao longo dos diferentes níveis, mas sempre aprofundando mais o uso daquilo que está sendo abordado. Dependendo da personalidade da criança e da forma como os pais/responsáveis e o professor lidam com a situação, a criança vai se sentindo desestimulada, porque ela não aguenta mais trabalhar o mesmo assunto, ou ir para a aula de inglês.

Finalmente, existem as escolas bilíngues, onde as crianças cursam o ensino fundamental com as disciplinas matemática, português, história, geografia, educação física etc num ambiente que trabalha português e inglês de forma natural, como se a criança estivesse de fato estudando numa escola de um país que fala inglês. Essas escolas possuem excelente infraestrutura, entretanto, o custo para os pais é altíssimo.Após esse breve panorama das opções disponíveis para quem quer matricular seu filho num curso de inglês, gostaria de resaltar o mais importante: é essencial que seu filho já tenha concluído o curso de inglês antes de entrar na faculdade, ou seja, ao final do terceiro ano, ele precisa estar concluindo ou já ter concluído o curso de inglês.

Para os vestibulares das universidades públicas ou ENEM, o inglês será exigido. Se seu filho não for estudar numa universidade pública, provavelmente ele ingressará num curso superior privado após o ensino médio e, paralelamente, irá trabalhar ou fazer estágio. O domínio da língua inglesa lhe abrirá mais portas, tanto no âmbito acadêmico (como a possibilidade de publicar artigos científicos em revistas internacionais sem ter que pagar um tradutor ou cursar parte da graduação no exterior), quanto no profissional (cargos que exigem interação com clientes ou unidades da empresa no exterior, viagens de treinamento ou expansão empresarial para o exterior, por exemplo).

Além disso, estudar numa universidade pública brasileira ou trabalhar/fazer estágio e estudar numa universidade particular são atividades que consomem muito tempo. Se forem desenvolvidas paralelamente ao curso de inglês, irão prejudicar o aprendizado da língua.Por fim, conhecer a estrutura e proposta pedagógica de diferentes locais é o que vai dar mais segurança no momento da escolha.

Agradeço o convite da Ana Paula e convido você, leitor, a conhecer um pouco mais sobre os assuntos que abordo, incluindo o ensino de idiomas, no meu blog http://aestarepravoopina.blogspot.com.br/. 

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

A dificil arte de ser mãe parte 2

Ser mãe não é fácil, disso eu já tinha ideia e uma noção, mas hoje com dois filhos pequenos na prática é muito mais difícil do que eu imaginava.

Além do cansaço físico tem também o mental, os filhos sugam toda sua energia. E quando num momento de estresse muito grande, você surta todo mundo te critica, 'tadinho das crianças, vai deixa-los traumatizados', 'vai assustá-los'...e conosco mães, quem se preocupa, as vezes nós também precisamos de um colo, de um carinho, de um abraço...

Um dia desses ouvi uma psicologa dizendo: que a mulher esta preparada para ter filhos fisicamente, mas emocionalmente não. 

Como eu comentei num post anterior não existe um manual ensinando a ser mãe e uma boa e dedicada mãe, a gente vai aprendendo com nossos erros e acertos e muitas vezes tendo que engolir calada aquelas pessoas inconvenientes dando palpite.

Não quero parecer arrogante ou pretensiosa, mas tem gente que ao invés de  ajudar só atrapalha. Acho sim que devemos buscar ajuda, mas a ajuda certa, eu mesma procurei ajuda de uma profissional, uma psicóloga, para me orientar em algumas questões.

Bom, fica aqui meu desabafo, e você que também está passando por isso, saiba que não existem mães perfeitas, somos humanas e temos nossos erros e nossos acertos.  

E aqui temos esse espaço aberto, para você que é mãe como eu, desabafar, tirar suas dúvidas, trocar experiências, aqui no nosso Bate papo entre mães.

Espero que tenha gostado, até o próximo post.


A difícil arte de ser mãe

Ser mãe não é fácil, não existe um manual para nos orientar em nossas dúvidas e medos. Existem até alguns cursos, que ensinam a trocar fraldas, dar banho, amamentar, etc...mas como criar e educar filhos não.

Hoje depois de ser mãe, consigo compreender melhor os erros e dificuldades que minha mãe passou, principalmente por ser a primeira filha. Os conhecimentos que adquirimos muitas vezes vem dos nossos pais e avós, mas que também tiveram seus erros e acertos.

São muitas as dúvidas e medos que temos em relação a criação dos filhos, até quando amamentar?voltar ou não ao trabalho? (isso quando é possível escolher), qual a melhor idade para ir para a escolinha? dormir sozinho ou com os pais? e as birras, como lidar com elas? bater ou castigar?  E assim vai...

E isso é só o começo, depois vem a adolescência, as baladas, os namorados...enfim como diz minha mãe: 'os problemas só aumentam com a idade'.

É por isso que criei o nosso Bate Papo Entre Mães, por que eu como todas as mães tenho muitas dúvidas e medos, e aqui é um espaço para trocarmos nossas experiências e nossas dúvidas, nossos medos e frustrações. Portanto na dúvida não hesite em pedir ajuda, não somos obrigadas a saber tudo, a mãe não é uma enciclopédia ambulante contendo todas as informações. Não somos perfeitas e temos nossas limitações também.

Lembre-se, errar é humano, mas persistir no erro é burrice e ignorância!

Nos próximos posts teremos profissionais de várias áreas escrevendo, médicos, psicólogos, dentistas, nutricionistas como eu...e se vc é mãe e tem uma dessas profissões e quiser escrever e dar sua contribuição entre em contato, pelo blog ou na página bate-papo entre mães no facebook.

Até o próximo post!!!


quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Como e quando introduzir novos alimentos ao bebê parte 2

Meu filho caçula já está com sete meses, primeiramente iniciei com os sucos e as papinhas doces, agora estou nas papinhas salgadas. Lembrando que a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde recomendam o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida. Depois dessa idade o leite materno não contém sozinho todos os nutrientes de que o bebê precisa, por isso, outros alimentos são necesssários para complementar a dieta, nessa idade o sistema digestivo está mais maduro e o organismo mais forte para enfrentar eventuais infecções ou alergias causadas por alimentos.

Caso você precise voltar a trabalho e tenha que introduzir alimentos antes dos seis meses, converse com o pediatra primeiro, ele irá orientá-la. 

Aproveite essa fase para introduzir novos sabores ao bebê, seu paladar ainda está em formação, tem muita coisa que você pode fazer para que ele cresça com uma alimentação saudável e para que não seja uma criança enjoada no futuro.

No preparo das papinhas salgadas devem conter: um carboidrato, (arroz, batata), uma proteína, (carnes em geral), legumes, (cenoura, abóbora, beterraba) e verduras, (acelga, espinafre, couve). Use pouco sal, aproveite os temperos naturais como alho, cebola, salsinha, entre outros, mas tudo com moderação.

Procure variar os alimentos para que o bebê experimente sabores novos, lembre-se que seu paladar está em formação, aproveite. 

Respeite o limite da criança, força-la a comer tudo não é bom, deixe que ela vá se acostumando aos poucos.

A papinha deve deve ser peneirada, evite usar o liquidificador, a papinha deve ter a consistência de um purê, assim você vai estimulando a mastigação do bebê.

Espero que tenha gostado das dicas, vou deixar também algumas receitas de papinhas salgadas.

Papinha de batata doce com lentilha

1 batata doce pequena

1 colher de sopa de lentilha

¹/² xícara de espinafre

¹/² chuchu pequeno

100g de carne bovina (músculo)

salsinha, alho

1 pitada de sal

Refogue a carne com pouco óleo, depois acrescente os outros ingredientes. Coloque água e cozinhe todos os ingredientes, coloque por último o espinafre. Passe na peneira e sirva. Rendimento duas porções, uma para almoço e uma para o jantar.

Papinha de abóbora 


100g de carne bovina moida (músculo)


1 fatia de abóbora

1 batata pequena

1 folha de couve manteiga

salsinha, alho

1 pitada de sal

Refogue a carne com pouco óleo, depois acrescente os outros ingredientes. Coloque água e cozinhe todos os ingredientes, coloque por último a couve. Passe na peneira e sirva. Rendimento duas porções, uma para almoço e uma para o jantar.

Papinha de beterraba com couve flor

100g de carne bovina moida (músculo)

1 mandioquinha 

1 beterraba pequena

2 ramos de couve flor

salsinha, alho

1 pitada de sal

Refogue a carne com pouco óleo, depois acrescente os outros ingredientes. Coloque água e cozinhe todos os ingredientes, coloque por último couve flor. Passe na peneira e sirva. Rendimento duas porções, uma para almoço e uma para o jantar.











sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Entenda a importância dos primeiros mil dias do bebê

Hoje vou falar de um assunto muito importante, os primeiros mil dias de vida do bebê. Antes mesmo de pensar em uma boa educação ou em cada fase que a criança passará, os pais deveríam ficar mais atentos ao período que começa na concepção da criança, passa por toda a gestação, avança pelo primeiro ano de vida e termina após os 2 anos completos. Um olhar cuidadoso durante esse período, é o primeiro e mais importante presente que os pais podem dar para a criança pensando no futuro dela. 

Eu estou vivendo essa fase com meu filho caçula que esta com 6 meses, e acabei de terminá-la com o meu mais velho de 3 anos. Agora com um pouco mais de experiência e conhecimento tento corrigir o que errei com o primeiro. 

Antigamente, acreditava-se que a preocupação com as doenças crônicas, como: obesidade, hipertensão, diabetes, enfartes e derrames, começava na fase adulta, porém, hoje já existem estudos que mostram que essa preocupação deve começar ainda mais cedo, no útero da mãe. Nesta fase dos primeiros mil dias, a criança está em acelerado desenvolvimento físico, no qual, os ossos estão se alongando, os músculos se fortalecendo e o cérebro ganhando volume. O peso triplica do nascimento até o primeiro ano de vida e as crianças crescem cerca de dois centímetros por mês durante este período. O desenvolvimento cognitivo também ganha destaque, o cérebro triplica de tamanho no término do segundo ano de vida e cerca de 80% da capacidade cognitiva do adulto já está desenvolvida.

Por isso, durante a gestação, é muito importante que a mãe faça algumas mudanças em seu estilo de vida. Isso inclui abandonar certos hábitos, como: fumar, ingerir bebidas alcoólicas e adotar uma dieta balanceada (rica em frutas, verduras, cereais e carnes magras). Mas, não pense que é só o corpo que precisa de cuidados. É muito importante também o equilíbrio emocional da mãe, do pai e do casal. Isso é fundamental para que a gravidez e a criação do bebê ocorram com tranquilidade.

A alimentação da mãe e do filho

Uma alimentação equilibrada também é primordial, além da suplementação de algumas vitaminas, (o médico fará a indicação no pré natal, de alguns suplementos), como o acido fólico, por exemplo, que contribui, já nas primeiras semanas de gravidez, para a formação do tubo neural do feto. O seu consumo deve ter início entre 60 e 90 dias antes da gestação, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), para que haja tempo de atingir os níveis recomendados. Alguns nutrientes não podem faltar no prato da gestante como: o ferro, a vitamina C, o cálcio, o ômega 3 e as fibras. Controlar o peso também é muito importante. Mulheres que ganham muito peso estão propensas a desenvolver diabetes, por exemplo. A alimentação da mãe durante a gestação e da criança desde o nascimento até o final do segundo ano de vida exercem influência direta na saúde do bebê até a vida adulta.

Exposições nutricionais, ambientais e padrões de crescimento durante a vida intrauterina e nos primeiros anos de vida podem ter efeitos importantes sobre as condições de saúde do adulto, sendo janelas de oportunidades fatais para o desenvolvimento de doenças. Conhecida como programação metabólica, (ou "imprinting") esse termo é definido por alguns estudiosos como a influência que o ambiente gestacional tem sobre efeitos permanentes na estrutura, fisiologia e no metabolismo do individuo ao longo de sua vida.  Assim, as condições pré-gestacionais e gestacionais (principalmente aquelas relacionadas à nutrição materna), às quais um individuo é exposto podem "programar" o desenvolvimento de doenças crônicas na sua vida adulta.

A amamentação exclusiva até seis meses, é muito importante nesse sentido, pois, protege o bebe contra infecções, diarréia, obesidade, além de muitos outros beneficios. A recomendação da OMS é que o ato de amamentar seja exclusivo até os seis meses de vida e que permaneça, se possível, até os dois anos, mesmo com a alimentação complementar. Os bebês nascem com um sistema imunitário incapaz de protegê-los. Com a ajuda do leite materno, o intestino é povoado por bactérias benéficas ao longo dos dois primeiros anos até a formação de uma microbiota intestinal equilibrada, capaz de inibir a entrada de vírus e bactérias nocivas para o corpo.

Infelizmente, muitas mulheres não conseguem manter o aleitamento materno exclusivo até os seis meses. Boa parte delas, não tem o suporte necessário ou conhecimento suficiente para que a amamentação ocorra de forma correta. Isso sem falar daquelas que precisam voltar a trabalhar e não conseguem conciliar a vida profissional com a amamentação.

A partir dos seis meses, inicia-se a alimentação complementar, que deve ser variada, primeiramente com os sucos e frutas, posteriormente com as papinhas salgadas, acompanhada, se possível, do aleitamento materno até os dois anos de vida ou mais. Sempre respeitando, é claro, o tempo de cada alimento, alguns como mel, por exemplo só devem ser oferecidos ao bebê depois do primeiro ano de vida. Mas esse é um assunto do qual falarei posteriormente em alimentos proibidos até um ano de idade.

Algumas ações simples e de fácil execução, quando desenvolvidas com atenção e carinho, podem influenciar a saúde dos filhos para o resto da vida.

Outros cuidados importantes

Vacinação em dia, uma atitude que não pode faltar na lista de uma mãe preocupada com seu filhote. Isso porque ao se imunizar a mãe passa os anticorpos para o bebê, protegendo-o. Todas as vacinas serão recomendadas pelo médico durante o pré natal.

Estimular os vínculos: carinho, afeto e contato físico com o bebê são alguns ingredientes essenciais para estabelecer e fortalecer a conexão com o bebê. Isso contribui para o desenvolvimento neurológico e também para a imunidade.

Obesidade, uma alimentação rica em gordura, altas taxas de stresse, violência, entre outras situações adversas que a mulher possa enfrentar durante a gestação, não passarão despercebidas pelo bebê. A comunicação mamãe/bebe é feita por meio da placenta, é essa estrutura que conduzirá não apenas os nutrientes, mas irá traduzir todas as informações maternas para o bebê. Qualquer uma dessa situações pode gerar estresse para o feto o que poderá alterar o eixo hormonal que regula funções do organismo como: desenvolvimento e crescimento, níveis de transpiração, entre outras várias particularidades de diversos órgãos. Por isso, a gravidez planejada e um bom acompanhamento médico é tão importante.

Espero que tenham gostado, ainda há muito o que falar sobre os primeiros mil dias de vida do bebê. Aos poucos, vou postando mais textos sobre esse assunto. Se você gostou, compartilhe. Até breve!











domingo, 19 de julho de 2015

Nutrição Infantil: Intolerância a lactose em bebês? Provavelmente não...



Eu sei que nós mães temos muitas dúvidas,  nesse texto a nutricionista Karine Durães, explica sobre lactose, não deixem de ler!!



Não Nutrição Infantil: Intolerância a lactose em bebês? Provavelmente não...: Com certeza você já leu na web a palavra lactose. Dieta sem lactose. Iogurte sem lactose. Mas o que é lactose? Seria bom tirar das criança...

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sexta-feira, 17 de julho de 2015

Nutrição Infantil: Por que eu me preocupo com alimentação complementa...

Hoje temos tantas informações, não me conformo com algumas pessoas que ainda dizem não se preocupe não faz mal, eu dei e ninguém morreu. Esse texto da nutricionista Karine Durães é muito bom e explica muito bem sobre essa questão.

Nutrição Infantil: Por que eu me preocupo com alimentação complementa...: O futuro está chegando cada vez mais rápido. Nunca tivemos tanta informação em tão pouco tempo. Na alimentação então... trinta anos for...


quinta-feira, 16 de julho de 2015

Como e quando introduzir novos alimentos ao bebê


Meu filho mais novo acabou de completar seis meses, agora já começam os sucos e as papinhas doces e salgadas, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde recomendam o aleitamento materno exclusivo até a criança ter 6 meses. Depois dessa idade, o leite materno não contém mais, sozinho, todos os nutrientes de que o bebê precisa, especialmente o ferro, por isso outros alimentos passam a ser necessários para complementar a dieta. 

Em alguns casos em que mãe precise voltar ao trabalho e tenha que introduzir novos alimentos antes dos 6 meses, converse com o pediatra primeiro. Na prática, muitos médicos acabam orientando a introdução de alimentos por volta dos 4 meses.

Os pediatras costumam sugerir que as frutas, em forma de suco e papinhas, sejam a primeira novidade na dieta do bebê. Na parte da manhã, depois da primeira mamada do dia, você pode oferecer uma dose bem pequena de suco (por volta de 30 ml a 50ml) com uma colherinha de plástico ou silicone, ou mamadeira.

No começo os bebês que mamam no peito às vezes costumam rejeitar o bico da mamadeira, vá insistindo aos poucos.

Não acrescente açúcar ou água e prefira frutas naturalmente mais doces e menos ácidas (como a laranja lima). 

De início, pode ser que ele não aprecie muito o gosto, mas vale a pena insistir para, aos poucos, ir educando o paladar da criança. Pode demorar até dez tentativas para ela aceitar a novidade. É importante lembrar também de introduzir um limento por vez e aguardar alguns dias (geralmente três dias) para oferecer outro ou misturar (assim você poderá avaliar se houve alguma reação). Algumas boas opções para acrescentar ao suco de laranja são acerola e mamão papaia. 

Para um lanchinho da tarde, experimente raspar ou amassar banana (prata, maçã ou nanica), pêra ou maçã (crua ou cozida) e também dar com uma colher pequena, aumentando a quantidade à medida que o bebê demonstrar mais interesse.

Nas próximas postagens falaremos das papinhas salgadas e colocarei algumas receitas. 



terça-feira, 14 de julho de 2015

Segundo filho

Fiquei um bom tempo afastada, e nesse tempo muita coisa aconteceu. Tive o segundo filho, terminei a faculdade e agora como nutricionista e, com dois filhos pequenos, retorno para nosso Bate papo entre mães. Acredito que estou um pouco mais experiente. O segundo filho te deixa mais segura e confiante. Bem que me diziam: 'com o segundo filho tudo é mais fácil, mais tranquilo'. Como várias situações já não são novidade, muita coisa que passei com o primeiro filho, hoje percebo que foi exagero. Fiz coisas erradas que agora tento concertar com o filho mais novo.  Por outro lado,  estou mais cansada, agora o trabalho é em dobro, são dois e dois pequenos. Isso também todo mundo falava: 'dois filhos pequenos é cansativo, porém tem suas vantagens, crescem juntos, brincam juntos, um fazendo companhia para o outro, etc'. É isso que eu espero. Que sejam além de irmãos, amigos e companheiros. E pra você que está nessa situação ou pretende entrar nessa "loucura" de ter filhos com um pouco de diferença de idade um do outro, fica uma dica: se organize, pense, reflita, converse com seu marido. Pese os prós e os contras, pois depois dos filhos sua vida nunca mais será a mesma, isso eu posso te garantir.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

ALIMENTAÇÃO INFANTIL


Pequenas orientações!



            A alimentação exerce um papel fundamental sobre a saúde da criança. O estímulo ao aleitamento materno exclusivo até o 6º mês de vida, aliado à introdução da alimentação complementar adequada até o 2º ano de idade, são determinantes na formação de hábitos alimentares mais saudáveis. Hábitos adquiridos no decorrer da infância e da adolescência são fáceis de serem mantidos na vida adulta e durante o envelhecimento. As práticas alimentares formam os hábitos que adotamos e que seguimos por toda a vida!
            Atualmente, com a modernidade e a facilidade de acesso a produtos industrializados cheios de sal, açúcar e gorduras, a saúde das pessoas vem se modificando e as doenças como obesidade, diabetes e hipertensão tem aumentado muito, atingindo nossas crianças mais precocemente.
            Os primeiros anos de vida de uma criança especialmente os dois primeiros anos são caracterizados por crescimento acelerado e enormes aquisições no processo de desenvolvimento, incluindo habilidades para receber, mastigar e digerir outros alimentos, além do leite materno, e no autocontrole do processo de ingestão de alimentos para atingir o padrão alimentar cultural do adulto.
            Para tentar prevenir ou reverter este quadro e melhorar a qualidade de vida de nossas crianças, estamos apresentando estas orientações, que tem por objetivo principal orientar os pais, familiares e cuidadores a praticarem escolhas alimentares mais saudáveis no momento de alimentar as suas crianças, garantindo crescimento e desenvolvimento adequados e saúde para a vida toda.



Alimentação nos primeiros 6 meses de vida
            O aleitamento materno exclusivo significa que a mãe deve dar somente o leite do seu peito para o seu bebê durante os seis primeiros meses de vida. Ou seja, só leite materno, sem chás, sem águas, sem sucos, sem outros leites e sem qualquer tipo de alimento líquido ou sólido.

Alimentação após os 6 meses de vida
            A partir dos 6 meses, as necessidades nutricionais da criança já não são atendidas só com o leite materno, embora este continua sendo uma fonte importante de nutrientes.
            A partir desta idade, a criança já apresenta maturidade fisiológica e neurológica para receber outros alimentos. Mesmo recebendo outros alimentos, a criança deve continuar a mamar no peito até 2 anos. O leite materno continua alimentando a criança e protegendo de doenças.
            Se a criança estiver mamando no peito, aos 6 meses deve-se oferecer três refeições por dia com alimentos complementares, mais o leite materno. Essas refeições constituem de dois purês de fruta (fruta amassada) e uma papa salgada (amassada), pois contribuem com o fornecimento de energia, proteína e micronutrientes, além de preparar a criança para a formação de hábitos alimentares saudáveis no futuro. A partir do 7º mês até 11 meses essas refeições passam a ser constituídos de 2 papas salgados e 2 purês de frutas.
            Caso a criança já utilize fórmulas lácteas deve se iniciar aos 5-6 meses com 1 papa salgada e 2 purês de frutas. A partir dos 7º mês deverá ser oferecido 2 papas salgadas (almoço e jantar) e 2 purês de frutas (lanches no meio da manhã e da tarde).
A consistência inadequada dos alimentos compromete a ingestão adequada de nutrientes pela criança.  Por isso, no inicio da alimentação complementar, recomenda-se que os alimentos sejam preparados especialmente para ela.
É importante saber que sopas, sucos e comidas ralas não fornecem energia suficiente para a criança, por isso orienta-se iniciar a alimentação complementar na forma de purê de frutas e de papa salgada, ou seja, amassada.
            O purê de fruta deve ser realizado com uma fruta por vez, ou seja, ir experimentando uma fruta de cada vez, para que a criança acostume com o novo sabor e passe à aceita-la. Sempre que possível oferecer frutas diferentes, para que ela possa receber todas as vitaminas necessárias para o seu crescimento e desenvolvimento.
** Muito importante: Não há necessidade de adicionar açúcar. O melhor é habituar a criança com os sabores naturais das frutas, pois passam a gostar dos alimentos da maneira como são apresentados pela primeira vez. Oferecer frutas da época, pois são mais saborosas. Optar por frutas maduras.
            A quantidade de comida é a criança que decide, de acordo com o seu apetite. No início, poucas colheradas já são suficientes e, ao poucos, esta quantidade irá aumentado naturalmente. A criança tem que sentir satisfeita, não há necessidade de limpar o prato. Comece com pequena quantidade e vai aumentando gradativamente.



• Cuidados higiênicos:
- Os alimentos devem ser preferencialmente preparados e servidos na hora,. Visando preservar seu valor nutritivo e a qualidade microbiológica;
- Utilizar água tratada, filtrada ou fervida para lavar e preparar os alimentos;
- Se houver necessidade de armazenamento: por no máximo 24 horas sob refrigeração;
- Evitar preparações para mais de um dia - se necessário, porcionar e congelar adequadamente. Sobras devem ser desprezadas;
- Não oferecer a criança durante este período alimentos preparados em lanchonetes e restaurantes;
- Observar higiene diária do local de prepare e de servir as refeições, bem como do manipulador dos alimentos.



A consistência inadequada dos alimentos compromete a ingestão adequada de nutrientes pela criança.  Por isso, no inicio da alimentação complementar, recomenda-se que os alimentos sejam preparados especialmente para ela.
É importante saber que sopas, sucos e comidas ralas não fornecem energia suficiente para a criança, por isso orienta-se iniciar a alimentação complementar na forma de purê de frutas e de papa salgada, ou seja, amassada.
            O purê de fruta deve ser realizado com uma fruta por vez, ou seja, ir experimentando uma fruta de cada vez, para que a criança acostume com o novo sabor e passe à aceita-la. Sempre que possível oferecer frutas diferentes, para que ela possa receber todas as vitaminas necessárias para o seu crescimento e desenvolvimento.
** Muito importante: Não há necessidade de adicionar açúcar. O melhor é habituar a criança com os sabores naturais das frutas, pois passam a gostar dos alimentos da maneira como são apresentados pela primeira vez. Oferecer frutas da época, pois são mais saborosas. Optar por frutas maduras.
            A quantidade de comida é a criança que decide, de acordo com o seu apetite. No início, poucas colheradas já são suficientes e, ao poucos, esta quantidade irá aumentado naturalmente. A criança tem que sentir satisfeita, não há necessidade de limpar o prato. Comece com pequena quantidade e vai aumentando gradativamente.


Adriana Madeira 
Nutricionista
CRN3: 36565
Pós Graduada em Nutrição Clínica

Alimentação complementar



O QUE OFERECER?

O balanceamento nutricional consiste em verificar se a alimentação infantil contém todos os nutrientes básicos (energia, proteínas, carboidratos, gorduras, vitaminas e minerais) e se a quantidade de cada um deles está adequada.
Recomenda-se introduzir os novos alimentos gradualmente, um de cada vez, a cada 3 a 7 dias. É muito comum a criança rejeitar novos alimentos, não devendo este fato ser interpretado como uma aversão permanente da criança ao alimento. Em média, a criança precisa ser exposta a um novo alimento de 8 a 10 vezes em diversas formas de preparação, para que o aceite bem.
Proteínas: São matérias-primas para a multiplicação de células e para o crescimento da criança. São construtores constituintes dos músculos, vísceras, ossos, pele, células do sangue, enzimas, anticorpos, hormônios. Entretanto, atingir as recomendações de proteínas para a criança é algo muito fácil.
Fontes:
Origem animal: Carnes (boi e frango), Miúdos (fígado bovino e de aves), leite e derivados  (queijo, coalhada, iogurte, requeijão...). E após os 8 meses pode-se acrescentar o ovo e após os 12 meses pode-se acrescentar o peixe. A carne suína pode ser acrescentada, porém com cautela, pois são ricas em gorduras saturadas.
Origem vegetal: Feijão, Lentilha, ervilha, soja, grão-de-bico.
Carboidratos: São os principais fornecedores de energia a ser utilizado pelo organismo da criança nos processos de crescimento, desenvolvimento e ainda para suas atividades diárias. A aceitação da criança pelo carboidrato é muito boa e estes devem ser à base de sua alimentação da criança. São encontrados em: arroz, macarrão, batata, mandioca, cará, pães, mandioquinha, bolachas, cereais matinais, farinhas, etc.
Gorduras: É uma forma secundária de energia para a criança. Apresentam um processo digestivo e absortivo mais lento e difícil. Portanto não se deve exagerar nas quantidades de gorduras a serem oferecidas para a criança. As melhores fontes de gordura estão nos óleos vegetais, azeite de oliva. É importante também evitar o excesso de gordura saturada e frituras, visando se precaver do aumento dos níveis de colesterol na infância.
Vitaminas e Minerais
Existe uma grande variedade de vitaminas e minerais; sendo que cada um deles desempenha uma função importante para o organismo da criança.  Exemplo de algumas vitaminas:
Vitamina A: Participa intensamente do crescimento, integridade da pele, visão e ainda aumenta resistência contra doenças infecciosas. As principais fontes são: vegetais amarelo-alaranjados (cenoura, abóbora, mamão, manga, etc.), vegetais verde-escuros (couve, espinafre, etc.), fígado, manteiga, leite integral e gema de ovo.
Vitamina C: É importante para regular o organismo e protegê-lo contra infecções. As melhores fontes são: frutas cítricas (laranja, limão, etc.), acerola, caju, goiaba, abacaxi, couve, espinafre, tomate, etc.
Cálcio: É fundamental para formação dos ossos, dentes e para a contração muscular. As principais fontes são: laticínios (leite, iogurte, queijos), brócolis, feijão, peixes e nozes.
Ferro: É importante para a formação das células vermelhas do sangue e previne a anemia. Boas fontes de ferro são: fígado, carnes vermelhas, gema de ovo, folhas verde-escuras, feijão, etc.
Entretanto, vale dizer que o ferro de origem animal (carnes) é muito melhor absorvido pelo organismo do que o de origem vegetal.
Sal:seu consumo naturalmente se eleva durante o desmame, porém deve ser controlado devido à limitada capacidade de concentração renal e também para não surgirem hábitos alimentares inadequados.
Água: a demanda hídrica eleva-se com o aumento do consumo de sódio. A água deve ser oferecida com frequência a criança, visando à manutenção hidroeletrolítico.

Alimentos que Devem ser Evitadas ou Contraindicados durante o 1º ano de vida

• Os de difícil mastigação e digestão: alimentos crus, frituras, linguiça, milho integral, feijão com casca, etc.;
• Os que oferecem risco de engasgos e asfixia: batata frita, frutas com semente, pipoca, etc.
Peixes e mariscos: são considerados alergênicos, portanto devem ter sua introdução retardada, de preferência, para o 2º ano de vida. Porém pode ser dado após o 1º ano!
Estar atendo a procedência devido ao risco de contaminação por metais pesados, principal mente mercúrio.
Chocolate e bebidas achocolatadas: são contraindicados devido ao risco de alergia e também interferência na absorção de minerais.
Mel: tem  implicado como única fonte alimentar que esporos de Clostridium botulinum, durante o primeiro ano de vida pode ocasionar botulismo devido às condições apropriadas no intestina da criança para sua germinação e produção de toxina.
Açúcar: limitar ao máximo sua ingestão. Doces e guloseimas são desaconselhados pois contem alto teor de açúcar - caloria vazia—alimenta sem nutrir.
Alimentos industrializados: são contraindicados devido aos seus aditivos alimentares (corantes, conservantes, estabilizantes, espessantes, etc.) que podem concorrer para intolerâncias e reações alérgicas, reações tóxicas entre outras.
Alimentos enlatados: podem estar contaminados por chumbo e representar risco para o lactante, podendo gerar intoxicação aguda pelo efeito cumulativo.
Chá: pode saciar a criança, principalmente  quando  adoçado, comprometendo seu apetite para o de leite e também perturbar o reflexo de sucção, diminuindo seu interesse pela amamentação. Alguns chás como o chá preto e mate, contem tanino e polifenóis de alto peso molecular, que interferem na absorção de ferro.
Café: não oferece contribuição nutricional e contem cafeína que age como estimulante podendo levar a irritabilidade na criança.

Sucos artificiais: calorias vazias. Não oferecem nada além de açúcar, essências, corantes artificiais.
Refrigerantes: contraindicados, pois além de não terem nada a contribuir em termos nutricionais, contem polifenóis, que diminuem a absorção do ferro não heme e favorecem a formação de hábitos alimentares inadequados .
Alimentos a base de trigo: possibilidade de desenvolver intolerância ao glúten - sua introdução deve ser retardada o máximo possível (nunca antes dos 6 meses).

Como montar um prato adequado após os 6 meses?
Simples comece utilizando um componente de cada grupo alimentar:
1 Cereal—Ex.: Arroz, fubá, quinoa, aveia, milho, macarrão...
1 Carne macia bovina ou ave, fígado de galinha ou bovino.
1 Legumes—Ex.: Cenoura, abobrinha, chuchu, vagem, abóbora...
1 Tubérculo — Ex.:   Batata, batata-doce, inhame, cara, mandioca, mandioquinha salsa...
1 Verdura—Ex.: Escarola, alface, acelga, agrião, brócolis, couve-flor...
1 Leguminosa—Ex.: Feijão (sem casca no inicio), lentilha, ervilha, grão de bico, soja...
Temperos: Sal, alho e cebola (todos em pequena quantidade, se for possível não adicione sal).
           
Importante!
Não deixe sua criança trocar as refeições principais pelo leite materno ou outro leite.
O leite deve ser oferecido em períodos contrários ao das refeições!

Sempre observar a tolerância e aceitação da criança. Observar alergias, enjoos ou vômitos ao ingerir algum alimento!

Sempre que surgir dúvidas consulte a nutricionista ou pediatra!


Adriana Madeira 
Nutricionista
CRN3: 36565
Pós Graduada em Nutrição Clínica